26.7.09


vai ser de reencontros, que podem correr bem ou mal. mas sobretudo quero aproveitar este ano ainda mais do que na edição anterior! volto no domingo. até amanhã Paredes de Coura.

22.7.09

indistinto

cheguei a gostar da incerteza, da imprevisibilidade da nossa relação. bem sei que não começou da forma mais convencional (se calhar foi por isso que me encantei tanto), o rumo foi estranho, mas natural. ao início tudo era simples e durante muito tempo assim o foi. mas as pessoas começam a precisar mais umas das outras e o que tu tens é medo. não te critico, bem sei que passaste por uma experiência de uma vida com outra pessoa, mas revolta-me que abdiques da felicidade por causa disso. não acredito que o sexo te preencha, precisas mais do que isso. dizes que me queres deixar por gostares de mim, que preferes estar com alguém que não gostes. eu até compreendo, quantas vezes tive medo de sofrer? mas será que vale a pena viver a vida a meio-termo? contigo, aprendi que não. sofri quando não podias estar comigo, quando não nos víamos durante uma semana. mas quando sabia que te ia ver e tocar, tudo isso ficava para trás. descobri coisas dentro de mim que desconhecia, aprendi, ri, cresci contigo. talvez seja masoquista, mas prefiro mais um dia contigo e sofrer a dobrar depois. sobre a hipótese de ires para o estrangeiro, não dormi a noite toda a pensar nisso, até que surgiu a ideia de ir contigo. sim, largaria tudo.. duvidas? nem que tivesse que andar a lavar escadas de joelhos, se essa fosse a condição de ganhar dinheiro e poder continuar ao teu lado, construir uma vida fora daqui. louca? talvez um pouco. aprendi a deixar-me guiar pelo que sinto, finalmente. já racionalizei demasiado nos últimos anos, penso que de algum modo me libertaste. não me arrependo um segundo sequer deste meio ano, venham mais. custa-me acreditar que tenhas terminado comigo. aceito, se for o que te faz mais feliz. mas quando olhei no fundo dos teus olhos senti que não me querias deixar, que te estavas a obrigar a isso. que achas injusto eu me empenhar mais na nossa relação e a ver de maneira diferente. já me importei com isso, agora não. adaptei-me a ti e não queria que isto acontecesse. quando te abracei, nesse mesmo dia, soube que aquele abraço em silêncio foi de tudo menos de amizade. foi de perda. quando tentei ir embora, não querias que fosse. pergunto-me, estarão duas consciências em ti? não sei porque me beijaste quando foste embora, fiquei com a sensação que isto não acabou. dei-te o abraço mais longo da minha vida antes de ir embora e se pudesse fazia amor contigo ali mesmo, na estação de metro. sei que te vou ver daqui a uma semana. não sei se devo esperar algo de ti ou se foi o que sentiste nos ultimos dias. porque não foste capaz de dizer que sim, quando te olhei fixamente e te perguntei se tinhas a certeza. vi o teu sorriso de ternura, a surgir timida e envergonhadamente nos teus lábios. meu eterno amante..

21.7.09


Love calls you by your name.
Filmlist dos últimos dias:


Insomnia de Christopher Nolan
Blow Up de Michelangelo Antonioni
Dr.Strangelove de Stanley Kubrick

O primeiro em termos de narrativa não tem nada de excepcional. Fica mesmo à vista pelas interpretações, mais uma vez. Parece que muitas vezes os actores superam largamente os filmes.
Que dizer do segundo? Já o tinha visto quase na íntegra na rtp2, mas fiquei a gostar ainda mais. Tem toda uma atmosfera artística, mas também de mistério, que me envolveu e agradou particularmente.
Dr. Strangelove or: how I learned stop worrying and love the bomb surpreendeu-me pela sátira, não pensei que fosse de alguma forma algo em que Kubrick apostasse. É engraçada a forma rudimentar como os aviões foram filmados pelos ares (também naquela altura não haveria muito melhor a fazer, pois tenho a certeza que se Kubrick pudesse, faria). O filme eleva-se pelos diálogos, muito bem conseguidos e filmados.

Hoje, quase vergonhosamente, fui ver A Proposta ao cinema. Digo vergonhosamente porque nunca gastei dinheiro para ver uma comédia romântica e além disso, nem me esforçava por vê-las na televisão. Mas acabei por gostar eheh.

20.7.09

19.7.09





palácio de cristal | retrospectiva VII
Diria que é o mais belo pulmão do Porto. Belo pelo que se vê, mas também pela beleza de ser o local onde me refugio, quando me espero perder ou encontrar. O Outono faz-lhe bem :)

17.7.09


Percorro os jardins da memória. O nosso é o mais bonito, decorei-o com as mais belas e exóticas flores. Aprecio-as com ternura, sorrio. Depois tudo se desmorona, pela hipótese delas murcharem, uma por uma. Costumava gostar da incerteza, agora não. Espero impacientemente pelo dia em que te possa ver, quero mais uma flor. Ou o sinal de que este jardim vai morrer..
Filmlist dos últimos dias:

Twin Peaks de David Lynch
La leçon de piano de Jane Campion
Good will hunting de Gus Van Sant


O filme do David Lynch: gostei, muito marado, como é habitual, mas aquém de filmes como Blue Velvet. Já falei com algumas pessoas e disseram-me que a série é bem melhor. Eu acredito, mas tenho mais paciência para filmes do que para séries. No entanto há que dizer que Lynch me consegue pôr em constante sobressalto, com a imagem e som: estamos sempre no impasse do que vai acontecer a seguir.
O Piano é um filme naturalmente belo, uma interpretação brilhante da actriz principal, muda e obrigada a utilizar linguagem gestual, enquanto a sua grande forma de expressão era tocar piano. Em termos de filmagens, não há nada de extraordinário, a história e a narrativa são os grandes incentivos do filme. Um drama fluido, sem aquela lamechice pegajosa e irritante.
O bom rebelde é um clássico, não sabia que era do Gus Van Sant. Podia ser uma filme de "domingo à tarde" (o que não me costuma agradar), porque na verdade é básico, apresenta ideias já patentes em muitos outros filmes. Fica a ganhar pelas boas interpretações.

16.7.09


Tonight: Kaiser Chiefs :) Já cá fazia falta um concerto assim, para extravasar energia eheh.

15.7.09






tenho o coração fechado para obras.

Parabéns João :) | Hoje é dia de festa! Devo admitir que o meu humor não está o melhor para festas, ontem soube de uma decisão que me poderá deixar de rastos. No entanto, há que não sofrer por antecipação e aproveitar os pequenos grandes momentos que a vida nos dá, junto dos nossos amigos.

14.7.09

Saudade. Chega a ser irritante não poder ser quando se quer.





Festival Internacional de Jardins | retrospectiva VI

13.7.09


Elevação. A banda perfeita..





Festival Internacional de Jardins | retrospectiva V

As belas das sanitas!Não deixem nunca que a merda venha, sem de seguida ir embora..Expulsem-na, se for preciso!E aposto que com sanitas destas até dá mais gosto..Metaforicamente falando :)
Filmlist dos últimos dias:

The Hours de Stephen Daldry
La vita è bella de Roberto Benigni

O primeiro é um filme completamente absorvente, principalmente quando retratam Virginia Woolf, numa brilhante (a meu ver) representação de Nicole Kidman. Aliás deu-me vontade de ler livros dela, fiquei mesmo interessada. Quanto às outras duas mulheres da história, também as achei muito interessantes, mas nada que se compare, Woolf fixou-me. A nível visual não há nada de extraordinário no filme, além da cena em que a Julianne Moore está na cama e o quarto é inundado, através de uma perspectiva superior. É um filme pesado, pela dor de pensar, mas leve pela naturalidade com que os acontecimentos sucedem.
Já o segundo é descontraído por natureza, acho que quem já o viu desejava ter uma vida/amor assim, ou pelo menos semelhante. Já tinha visto na televisão uma parte, mas não me recordava nitidamente. Na minha perspectiva, dá uma grande lição de vida, porque mesmo nos piores momentos (quando a família vai para o campo de concentração), o protagonista sabe rir e fazer rir. Todos devíamos ver assim a vida, nem um pouco que fosse, porque de facto, ela é bela.

12.7.09






Fotos do jantar de final de ano TCAV. Estou com umas saudades do tamanho do mundo desta gente toda! Foi incrível a ligação que criamos ao longo de todos estes meses.. É curioso pensar que passei mais tempo convosco do que propriamente em casa, com a minha família. Conheci imensa gente, cresci. Aprendi muito a todos os níveis, libertei coisas que estavam cá dentro e que desconhecia e só sei que quando isto acabar, daqui a 2anos, vai ser estranho e triste.. No entanto não há que pensar nisso, ainda temos muito que nos aturar! Fotos por João Cruz, com a Holga :)

Fazer um vôo nocturno, aterrar e adormecer nos teus braços. Era tudo o que queria. Bem sei que hoje errei e ainda para mais, conscientemente. Algo dentro de mim me fez agir assim. Acabei por me arrepender e cheguei a chamar-me de egoísta. Há dias assim..

10.7.09

Depois dos Depeche Mode terem cancelado, a desilusão leva-me a tentar devolver o bilhete..Gosto de Nouvelle Vague, mas já os vi e substituirem Depeche por Xutos é quase a gozar com a cara do povo! O vocalista partiu uma perna, tudo bem que a performance não ia ser a mesma, mas porra! Tinha o bilhete desde Dezembro e muito provavelmente não vão criar uma data para repor o concerto -.-

9.7.09


Sexual. Virtuoso. Grandioso.

8.7.09

Filmlist dos últimos dias:

Inland Empire de David Lynch
Perfume - The Story of a Murderer de Tom Tykwer
Tropa de Elite de José Padilha
Girl with a Pearl Earring de Peter Webber
Bobby de Emilio Estevez


Não gostei muito do filme do Lynch. Para já não vi seguido (tem quase 3h), o que pode ter sido um erro, já que quando fui ver o resto, o interesse já não foi o mesmo. De qualquer forma, não gostei da montagem do filme em si, independentemente do facto da história ser pouco clara. Aliás pelo que me têm dito, a maioria dos filmes dele são mesmo assim, meios non-sense; até gosto disso, algo que dê azo a várias interpretações, mas de facto não gostei do filme em termos de imagem, parecia mais um Big Brother ou coisa assim. Afeiçoo-me com facilidade a filmes tipo Blue Velvet, já que falo em David Lynch.
O Perfume está lindíssimo em termos de imagem, achei que nunca tinha visto nada do género, principalmente nas cenas nocturnas. Surpreendeu-me pela positiva. A história é interessante e de uma grande sensibilidade, há muito que o queria ver. Tenho ainda que ler o livro do Patrick Suskind, que foi o suporte de feitura deste filme. É curioso, já queria ler o livro há muito, porque segundo um artigo que li há uns anos, uma música dos Nirvana, chamada Scentless Apprentice, foi também inspirada no livro. É agora ainda maior a minha vontade de o ler. E depois admito que adoro filmes de época: aquelas roupas, aquelas paisagens e todo aquele espírito envolvente (menos as condenações à forca ahahah.)
O Tropa de Elite. Gostei, a história tem sumo. No entanto, acho que estava à espera de um filme com a qualidade do Cidade de Deus, por isso ficou áquem das espectativas. Uma boa interpretação do Wagner Moura, nunca o tinha visto em cinema.
Girl with a Pearl Earring: mais uma vez, um filme de época. A Scarlett vestiu aquela personagem como uma luva, diria. Boa envolvência artística e bonita captação de ambientes. Só achei que o fim não foi o mais correcto, a meu ver teria feito mais sentido seguir um pouco mais a vida dela, o que ia fazer, etc.
Bobby é um filme com a sua carga política, mas sem exagero. Se assim não o fosse, acho que não gostava. O filme retrata as vidas de 22 pessoas que se cruzaram na noite da morte de RFK, tornando o filme muito humano. Há imagens de arquivo da campanha, em contraste com as filmagens em si, mas penso que tudo funciona de uma forma interessante. Isto porque tenho apreciado esta "nova vaga" de filmes com teor político, como são Frost/Nixon e Milk. Enfim, é um pouco idiota, mas sendo filmes que retratam situações dos anos 60, apaixono-me imediatamente pelas cores, pelas roupas, pelos cabelos.

Vi ainda esta madrugada Coco Chanel. Não vi desde o início, mas parece-me ser uma mini-série, ou seja, hoje quero ver também! para quem quiser ver, foi na rtp1. Estou com muita curiosidade de ver o Coco avant Chanel.

6.7.09


lançar sonhos ao vento..

5.7.09

Filmlist da semana:

La Strada
Amarcord
8 1/2, todos de Federico Fellini

Desta vez resolvi apostar no cinema italiano, na sua época mais áurea. O La Strada é comovente, tem uma narrativa muito bonita e simples, além de ser muito musical; o Amarcord, à parte de nos parecer ter uma narrativa pouco linear ao início, em termos imagéticos é lindíssimo, principalmente as cenas com os flocos de neve; já o 8 1/2 é a roçar a genialidade, na minha opinião, além de considerar que é um pouco o reflexo da própria vida de Fellini.

Estou a escrever estas coisas no blog porque tenho uma lista enorme de filmes para ver, além de achar que mais tarde vou querer ler as minhas primeiras impressões.. Estou numa frase de "treinar o olhar" :)





Mosteiro dos Jerónimos | retrospectiva IV

4.7.09

o auto da barca do inferno






Mosteiro dos Jerónimos | retrospectiva III

Lembro-me que vi esta peça no teatro Sá da Bandeira, já há uns anos atrás. Na altura não soube valorizar a grandiosidade dos textos. Desta vez, apreciei de outra forma a encenação, ainda para mais porque era feita em cima de escadotes e houve interacção com o público.

3.7.09

cabeças na calçada


por Anabela Garcia | Sou suspeita porque é minha madrinha, mas de facto gosto muito dos trabalhos dela.. Para quem estiver interessado, aqui tem mais informações:

[ http://caixotinho3ag.blogspot.com/ ]

2.7.09

cheguei agora de mais uma aula, estivemos a ensaiar a "creep" e a "mad world"; lá para o meio ainda tentamos a "sweet dreams" eheh. a bateria revitaliza-me, é uma das minhas fontes de energia, do mesmo modo que me liberta do que é negativo, nos dias mais tempestuosos. já são quase 2 anos de cumplicidade. :)

le voyage dans la lune


George Méliès | 1902 | Pioneiro da montagem em cinema

1.7.09

Que bom é ter o dia cheio! Chego ao fim de uma jornada, já com a cabeça na almofada e penso: "porra, este dia valeu mesmo a pena!". Chega a haver prazer em deitar-me cansada, para adormecer segundos depois, sem pensamentos e frames em frente aos olhos cerrados, que me façam ficar triste e sem esperança. Quem me dera que todos os dias fossem assim.. É um desafio que decido agora colocar a mim própria, sinto que estou numa fase propícia a isso. :)


I can go with the flow
I can say it doesn't matter..

olá querido Julho






If you're going to San Francisco, be sure to wear some flowers in your hair.