31.8.10

amanhã ▼
I've had joy, we had fun,
We had seasons in the sun
But the stars that we reached
Were just starfish on the beach
e foi assim.
há poucos dias houve ali algo que me fez ter um click: tive a certeza. perguntei-me como soube tal coisa, em situação tão inóspita. agora a pergunta já não se justifica, já não espero nada. mais, acho até que espero o pior. achei-me a única a não saber lidar com isto, mas não é verdade.

minnie and moskowitz

de John Cassavetes. Cassavetes, o pioneiro do cinema independente americano. já tinha revelado aqui a minha paixão pelas ideias deste homem, pela sua liberdade e pelo seu Amor com a Gena Rowlands. vi um documentário sobre ele e as imagens que me passaram pelos olhos demonstram tudo isso; assim, este filme não foge à regra. é apaixonante, doido... mas reflecte também um largo conhecimento das relações humanas. aprendi! é uma sensação incrível quando conseguimos aprender algo com um filme!

kynodontas

de Yorgos Lanthimos. um filme grego, prémio un certain regard do Festival de Cannes. perturbante, uma realidade que não concebia; assim, foi uma surpresa para mim quase a todo o momento. o retrato do alheamento do mundo daqueles irmãos é chocante, gostei muito do argumento e os actores estão com uma grande força. a nível fotográfico também me agradou, o que não é uma surpresa nas selecções de Cannes, que por outro lado se torna um pouco tendenciosa. o filme vale muito a pena, quase posso garantir que é muito diferente de tudo o que viram.

johnny be good

de Bud S. Smith. tive curiosidade em ver o filme porque foi o primeiro da Uma Thurman, mas não o consegui ver até ao fim, achei mau demais. é um filme de adolescentes dos 80's e ainda para mais com uma má banda sonora.

28.8.10

"it hurt a little, but i told myself it was good. he knew i loved him enough to bear with the not knowing. and it helped me remember that there was something more than rebellion, more than anger that was driving him."

a minha história dos últimos tempos.
a escalada que encontramos muito por acaso lá em Savonlinna.

the royal tenenbaums

de Wes Anderson. começo a entrar na estética do realizador e chego à conclusão que é muito peculiar e francamente divertida. uma família tresloucada, personagens incríveis, cheias de detalhes risíveis e uma banda sonora que encaixa de um modo muito interessante nas cenas, conferindo-lhe ainda mais potencial humorístico. estou cada vez pior a fazer pseudo-"críticas de cinema" mas enfim, gosto de aqui deixar as minhas sugestões :]

27.8.10

26.8.10

- Christopher Johnson McCandless,
a vida que inspirou o filme.

into the wild

de Sean Penn. antes de o ver, já sabia que efeito iria ter em mim: a crescente vontade de largar tudo e ir. mas foi muito mais do que isso. quando acabei de o ver desapareci por largos e largos minutos, o que foi muito bom. nunca um filme me tinha deixado neste estado, com tanto tempo a digeri-lo. sinto que foi mais longe nos meus pensamentos. não é mais um filme de "liberdade" e "rebeldia" e etcs. confrontou as minhas próprias ideias, a vontade de ser radical no que penso e no que faço. de certo modo identifiquei-me com o Supertramp. e é uma história que nos mostra claramente a dificuldade que é sobreviver em determinadas condições, o que me agradou, porque é assim mesmo. acho que acima de tudo este filme nos mostra um modo de vida, com os seus prós e contras e sem dúvida é uma grande lição, para carregar pela vida, aos olhos de um homem que morreu na Natureza e por causa da mesma :] a nível estético confesso que me surpreendi. há ali uma variedade de planos muito interessante e adequado, acho que o Sean Penn, sendo um "inexperiente" neste ramo, se saiu bastante bem. é difícil explicar o que senti, é algo demasiado interior, demasiado meu (e até acho que me alonguei um pouco hehe). vejam, vale muito a pena!!

25.8.10

- babes in the woods.
Harley Weir @ Vice

one flew over the cuckoo's nest

de Milos Forman. salta à vista a leveza de Forman ao filmar, a subtileza com que nos dá a conhecer o que está à volta. o filme em si foi para mim uma forma de libertação diferente das que tinha experimentado, além de me ter enternecido de uma forma muito especial. trouxe-me também alguns maus sentimentos à mistura e penso que o tornou interessante por isso mesmo, pela sua intensidade.

24.8.10

Overhead the albatross hangs motionless upon the air
And deep beneath the rolling waves in labyrinths of coral caves
The echo of a distant tide
Comes willowing across the sand
And everything is green and submarine
And no one showed us to the land
And no one knows the where's or why's
But something stirs and something tries
And starts to climb towards the light


- echoes

the godfather II&III


de Francis Ford Coppola. vi-os de seguida e tenho pena de não ter visto os 3 na mesma altura. visualizando o conjunto fico abismada com a profundidade de ligações que se estabelecem nesta história, quanto mais via dos filmes mais queria ver. a família, a religião e claro, Al Pacino, sempre brilhante. uma obra estonteante!

23.8.10

22.8.10

engolir a música, assimilá-la em toda a sua plenitude. perder a noção física do corpo, as formas movidas a decibéis.
foi booooooom :]!!

21.8.10

M

de Fritz Lang. obra imprescindível do cinema alemão. achei que as interpretações estavam ainda ligeiramente "presas" à teatralidade do cinema mudo. senti que a história foi de certo modo "à frente no seu tempo", sendo que achei incrível aquela interpretação final do assassino, a forma como se defendeu; foi poderoso e incrivelmente realista.
já não me lembrava do quão gosto disto :]

18.8.10

está quase ▼
2 pares

henry&june

de Philip Kaufman. que filme incrível! posso dizer que de certo modo mudou a minha vida, houveram ali momentos que me atingiram em cheio, penso que até percebi mais um pouquinho da vastidão da mente humana. é difícil de explicar como é quando um filme nos mexe deste modo. o cinema pode também confrontar-nos com uma realidade que não estávamos à espera de encontrar, pode fazer-nos chegar a conclusões que nos fazem até sofrer. fiquei apaixonada!!

14.8.10

não estava à espera, soube bem. deu-me um novo-pequeno alento.

13.8.10

edward scissorhands

de Tim Burton. sinto que devia ter visto o filme há alguns anos. no entanto a inocência de toda aquela atmosfera emocionou-me verdadeiramente. e fiquei a gostar ainda mais do Johnny, quanto mais vejo os filmes dele, mais incrível o acho. e uma coisa que me aconteceu foi não me conseguir afastar do facto dele e da Winona terem sido namorados na vida real. além de tudo isto, mais uma vez a imaginação de Tim Burton espanta em todos os detalhes.

12.8.10

índio

durante estes dias todos pensei muito no dia em que nos reencontrarmos [se esse dia alguma vez acontecer]. achei [ou quis acreditar] que seria simples e bonito, que mal olhássemos um no outro iríamos perceber que sim, que era bom estarmos juntos. pensei várias vezes no "já faltou mais!", quis manter pensamento positivo, em momentos lindos que tivemos, ficar só com eles fixos memória e não colocar possibilidades negativas. mas afinal o que é negativo? não posso ter medo que não voltes, nem que deixes de gostar de mim, é egoísta. nem precisaria de fazer um esforço para compreender a tua missão pessoal. às vezes questiono-a simplesmente por egoísmo, penso eu. mas outras vezes imagino-te feliz, sentindo-te livre [no amplo sentido do termo] sem mim. e também é bom. mas às vezes também dói. são muitas coisas misturadas, torna-se difícil simplificar. mais uma vez achei que já sabia viver, simplificando o suficiente para não me preocupar e perdendo o medo ao ponto de me lançar em tudo. cheguei a acreditar inocentemente [e ainda que por breves instante] que não tinha limites. eu quero que voltes, quero muito. mas também penso que poderás voltar ao mesmo se regressares e isso não é bom para ti. estou dividida entre muitas coisas e não deveria duvidar. ainda não sou forte o suficiente. mas vou gravar-te, voltes ou não. vais ficar simbolicamente representado na minha pele, para que só o fogo seja capaz de te destruir. [ilustração por Rosário Pinheiro: http://www.facebook.com/album.php?profile=1&id=637368437#!/album.php?aid=216840&id=637368437]
estive sozinha na sala de cinema. há cada vez menos pessoas a ir, é uma tristeza. se baixassem os preços é que era bom, podia ser um incentivo!

inception

de Christopher Nolan. muita gente pode dizer que "é um filme comercial" e blá blá blá (que o é), mas fui hoje ver ao cinema e gostei muito. à partida não seria difícil, simplesmente pelo facto de mergulhar na natureza dos sonhos, que é um assunto que me interessa profundamente. é raro ver trailers, mas este chamou-me logo a atenção. sendo um filme que gira à volta de sonhos e da sua profundidade, fiquei fixa no ecrã do início ao fim, além de que a banda sonora a isso ajuda também. Christopher Nolan é um realizador dos "novos tempos", mas defendo que tem mostrado ser bastante bom naquilo que faz, ainda que gostemos ou não. a ideia das "3 camadas" de sonhos deixou-me super interessada e as cenas da ausência de gravidade, quanto a mim, estão soberbas e arrepiantes. um bom trabalho.

11.8.10

9 songs

de Michael Winterbottom. a nível estético e técnico não há muito cuidado, o que será propositado: só mais tarde é que percebi que este filme era do mesmo realizador do 24hour Party People. por norma prefiro trabalhos mais fotográficos, em que se perceba que há uma preocupação com a estética, o enquadramento, etc. no entanto este filme tocou-me a nível pessoal, porque me fez pensar, a propósito de vários detalhes, em nós, ainda que não haja nós neste momento. e vale a pena pelas musicolas hehe!

chinatown

de Roman Polanski. um clássico do cinema. gostei muito! o Nicholson e a Dunaway estão incríveis, é um película muito bem filmada, com movimentos subtis e relevantes. a banda sonora é muito boa também! Polanski é um director que sinto que devo explorar, à semelhança de outros da sua geração.

10.8.10

memento

de Christopher Nolan. agradou-me a desconstrução cronológica e a própria história, que de facto foi muito de encontro ao meu interior. isto porque algo que prezo bastante é a memória, estando intimamente ligada com o meu Amor à fotografia. um filme consistente e sem espaço para cenas melodramáticas, o que me pareceu bastante adequado aqui.

shattered glass

de Billy Ray. à partida não era um filme que me despertasse curiosidade. e ao ver continuou sem me interessar particularmente, mas foi instrutivo perceber qualquer coisa sobre as teias do jornalismo, era um assunto que me passava ao lado.

6.8.10

Mão Morta, hoje.
tenho vindo a conhecer-te, julgo eu. não estás por perto e provavelmente isso é um modo de te racionalizar, de te desvendar, de te compreender. mas vivo também numa inquietude que evitei, que não desejava ter.

odisseia

5.8.10

the darjeeling limited

de Wes Anderson. incrível! ainda que previsível em alguns aspectos, conseguiu chegar lá. porque o mais importante não é ser completamente inovador, mas sim contar uma história de uma forma interessante e que chegue às pessoas. identifiquei-me e ri-me, gostei mesmo muito. aqueles 3 são os maiores! (e a ligação com o Hotel Chevalier também me agradou, naturalmente)

3.8.10

Johnny Depp & Winona Ryder. é uma paparazzi, acho eu. gosto muito desta fotografia, tem qualquer coisa de mágica, talvez pela sua (que por vezes nos é estranha) simplicidade, entrega e genuinidade.
falo-te, escrevo-te todos os dias.

1.8.10

ao sobrevoar o Porto, procurei-te por entre todas as formas e luzes. sei que lá não estavas e senti a cidade vazia. só gostava que um dia, ainda que não seja nesta vida, possamos voltar àquelas árvores e lagos juntos.

interview with the vampire

de Neil Jordan. volto a ter tempo para me embrenhar em filmes! já há muito que queria vê-lo e gostei bastante. aquela intro agrada-me particularmente, está bem filmada e com acompanhamento musical à altura. este filme foge de alguma forma ao rótulo de "filme de vampiros", porque envolve muito mais do que isso, a meu ver. tem um texto brilhante, riquíssimo, fiquei inclusivé com vontade de ler o livro.

that's what you are