30.9.10

"Todos nós temos necessidade de ser olhados. Podíamos ser divididos em quatro categorias consoante o tipo de olhar sob o qual desejamos viver. (...) Finalmente, há uma quarta categoria, bem mais rara, são aqueles que vivem sob os olhares imaginários de seres ausentes. São os sonhadores. Por exemplo, Franz. Foi até à fronteira cambojana unicamente por causa de Sabina. Dentro do autocarro, que a estrada tailandesa faz baloiçar violentamente, só sente o seu longo olhar poisado em si."

- A Insustentável Leveza Do Ser, Milan Kundera

"CORPORATE OCCULT" Huoratron Music Video from Cédric BLAISBOIS on Vimeo.

PAPOOOOUM!!
e agora numa de conforto/tranquilidade.
sirenes de ambulância que reverberam numa parede. são uivos de lobo.

29.9.10

volta e meia e colo neste sócio haha :p
floral. um dia no vazio dos lençóis.
bb. joyeux anniversaire.

26.9.10

trois couleurs

é difícil para mim dizer qual o que gostei mais, todos me dizem algo e concerteza que dirão a todos nós. mas confesso que tenho especial carinho pelo Bleu, acho que me revi na personagem de uma forma mais intensa. esta trilogia representa uma obra inigualável e diria que liberdade-igualdade-fraternidade estão reflectidos de um modo muito interessante, sem nunca cair no óbvio. há aqui um conhecimento da condição humana de louvar e ver isso num filme é precioso e poderoso. não conhecia Kieślowski e a partir de agora irei estar mais atenta aos seus filmes, visto que filma delicada e incrivelmente bem.

rouge

de Krzysztof Kieślowski. a fraternidade. aqui o mais explorado é toda uma teia de relações. é para mim o mais abstracto da trilogia e o que oferece maior complexidade.

blanc

de Krzysztof Kieślowski. o segundo da trilogia, igualdade. encontramos aqui um filme com uma comicidade muito forte, mesmo em relação a temas como a morte. aquela cena no gelo sobre a paisagem de Varsóvia, bem como a sequência final, foram de me encher por dentro, lindas lindas lindas! muito bem filmado. a Julie Delpy, quanto a mim, deixou muito a desejar, mau desempenho.

bleu

de Krzysztof Kieślowski. foi importante para mim, na medida em que representa uma fase da minha vida, uma fase não muito distante e que penso que de uma forma ou outra, estará sempre presente. em mim ou em ti. um filme cheio de tristeza, mas com uma suave camada de esperança que o acompanha do início ao fim. sendo o primeiro da trilogia, é o que representa a liberdade. aqui a liberdade que percebemos é mental. e na minha opinião a Juliette Binoche está incrível, além do realizador a ter filmado magnificamente bem.
do alto da tua sabedoria não me conseguiste compreender, ficaste com uma ideia errada sobre o que sentia e até o que sou. são as palavras mal entendidas, não dá para fugir.

22.9.10

primeiro dia completo a filmar para um videoclip. done

20.9.10

todo um mundo se abre a toda a volta, de tão libertador é quase desconcertante.
sagmeister. o sofrimento do designer.
este álbum é o poder matinal!!

19.9.10

adeus férias

blade runner

de Ridley Scott. clássico do sci-fi que [vergonhosamente] ainda não tinha visto. achei incrível a complexidade de todo aquele "mundo", os cenários, as ideias envolventes. achei também que a banda sonora enriqueceu em muito a temática do filme. enfim, gostei a nível visual e de efeitos especiais.

18.9.10

@Lina Scheynius
I don't care what they say
I know what you meant for me that day
I just wanted another try
I just wanted another night
Even if it doesn't seem quite right
You meant for me much more
Than anyone I've met before


17.9.10

16.9.10

15.9.10

lab. de ideias, dia 2




+ La sixième face du Pentagone, de Chris Marker e François Reichenbach.

14.9.10

lab. de ideias, dia 1

Le Fond de l'air est rouge
Carregado por arte. - Videos de noticias alternativas


http://www.culturgest.pt/actual/23-chris.html

12.9.10

dizem eles que sai novo álbum antes do final do ano... venha daí então!

coeurs

de Alain Resnais. fala-nos de Amor, ligações e relações humanas, mas quanto a mim, fugindo largamente aos clichés. no entanto senti em determinados momentos que era demasiado maduro para a minha compreensão (num estado mais profundo). é incrível Resnais, com a sua idade, ter feito este filme; mas por outro lado tinha mesmo que ser alguém já muito vivido a criar algo assim.

brutti sporchi e cattivi

de Ettore Scola. a família mais marada no cenário mais marado de sempre. nem consegui prestar grande atenção a aspectos técnicos ou algo do género, achei incrível do início ao fim. situações tão improváveis, épicas até! um filme carregado de significados subliminares. e aquele plano final, a anunciar um novo ciclo.. adorei-o em toda a sua plenitude!!

Laboratório de Ideias III: Sinais do Tempo

O Laboratório de Ideias é uma iniciativa do Departamento de Artes da Imagens (DAI) da ESMAE, no âmbito do mestrado em Comunicação Audiovisual, cujo objectivo é proporcionar uma visão alargada de narrativas cinematográficas habitualmente ausentes dos circuitos de distribuição. Esta edição, denominada Sinais do Tempo, propõe um conjunto de derivas sobre a memória de um tempo em que a utopia parecia possível, mas onde as contradições a elas inerentes suscitam, hoje mais do que nunca, reflexões sobre o tempo que passa. Nesta linha está um conjunto de filmes de Chris Marker apresentado pela primeira vez em Portugal num contexto de valorização da sua obra mais política, por assim dizer. Entre esses filmes conta-se o extraordinário Le font de l’air est rouge, bem como o singularíssimo L’ambassade que aparece creditado como obra anónima. Há ainda um documentário de Nicolas Philibert, Retour en Normandie, um outro exercício sobre a memória e sobre a dignidade da condição humana. Sem se afastar da coerência programática, e uma vez que se trata também de receber novos estudantes dos diferentes cursos do DAI, o Laboratório de Ideias contempla a exibição de filmes de antigos alunos cuja vida profissional está agora a começar, bem como a presença de um documentarista convidado, Pedro Neves que vai mostrar o seu filme Os esquecidos, um libelo contra a pobreza no Porto. O Laboratório de Ideias pode ser adicionado pelos estudantes dos cursos do DAI como suplemento ao diploma e é aberto ao público em geral. A entrada é gratuita.


- 13 a 16 de Setembro 2010, Teatro Helena Sá e Costa, ESMAE



programa em:
http://www.dai.esmae.ipp.pt/

11.9.10

o meu pai ♥ sempre na descontra!

stoned

de Stephen Woolley. para mim não uma biopic, mas uma história sobre Brian Jones, um dos fundadores dos Stones e o seu respectivo assassinato. é um filme com bom aspecto! a película, as cores, as viagens.
recorda-me nós os três naquela casa :)

10.9.10

london's calling... so let's go!!
estava eu em busca de imagens para o filme rushmore e encontrei isto. sexxee, mas consciencioso (ou só marketing, vá.)!

rushmore

de Wes Anderson. acho que para mim já não é possível não gostar dos filmes dele! a estética e ideias demarcadas, mas as personagens diferentes que cria e que no fundo são as mesmas, numa espécie de convergência.

9.9.10

"no sueltes la soga que me ata a tu alma."

tetro

de Francis Ford Coppola. este filme, não sendo irrepreensível, transpira Arte; diria até que é a própria. é também o próprio Coppola. gira também em torno da luz, representa o próprio Cinema. é um filme verdadeiro e puro, não consigo expressar por palavras o quanto me apaixonei. a luz. gosto muito de Vincent Gallo, mas penso que foi demasiado ele próprio neste filme, nas repetições e entoações na voz. mas apaixonei-me. muito.

elogio ao Amor

"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.

O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.

O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.

O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."

- Miguel Esteves Cardoso

diz-me muito, há muita coisa aqui escrita que já tinha gritado na minha cabeça por várias vezes. mas o mundo nunca ouviu e provavelmente nunca ouvirá. obrigada Mel por partilhares!

annie hall

de Woody Allen. parece incrível não ter visto, não é? não é novidade para ninguém, este homem é o egocentrismo em pessoa. gosto de alguns aspectos dos filmes dele, mas sinto que nunca sai de um mesmo registo, de uma mesma linha de exposição de ideias. mudam as personagens e situações, mas às vezes parece que é tudo igual. é claro que a sua inteligência é notável, é de uma ironia e de um "contra tudo e contra todos".. além do mais, gosto da Diane Keaton :) e aposto que na altura deve ter sido um ícone de moda haha.

8.9.10

o meu pai a ler-me Baudelaire ♥

i raconti di canterbury

de Pier Paolo Pasolini. as personagens bizarras, as situações caricatas. a exploração do sexo neste filme é incrível, pelo facto de ser de 72'e ainda para mais, de uma forma tão divertida! Pasolini é muito à frente, a maioria dos actores é desconhecido e/ou sem experiência e a sua escolha de câmara é bastante livre. fica a desejar o sincronismo imagem-som e ainda para mais numa versão com uma dobragem horrorosa que arranjei!

7.9.10

hoje é o dia. (re)descobri a força inexplicável e quase insustentável.
desafio: ler o meu primeiro livro em francês.

6.9.10

Stoned, de Stephen Woolley. fiquei com curiosidade, adoro este tipo de filmes :]

bom yeoreum gaeul gyeoul geurigo bom

de Ki-duk Kim. este filme retrata coisas simples, as mais simples que possamos imaginar. a simplicidade entristeceu-me em certos momentos, por estar tão longe dela, apesar de muitas vezes achar o contrário. sinto que cada vez mais os filmes vem ao meu encontro de uma forma muito pessoal. as paisagens deste são arrebatadoras, quase agonizantes de tão puras. cada vez mais sinto que a minha vida não faz sentido aqui. a vida é pequena demais para algo tão vasto que é a experiência de estar vivo.

5.9.10

o corpo

"Quando eram já muito velhos, o célebre pintor Salvador Dali e a sua mulher, Gala, tinham domesticado um coelho, que depois passou a viver com eles, sem os abandonar um instante; gostavam muito dele. Um dia em que tinham de partir para uma longa viagem, estiveram a discutir até muito tarde, durante a noite, o que haviam de fazer com o coelho. Era difícil levá-lo, mas não era menos difícil confiá-lo a alguém, porque o coelho desconfiava dos homens. No dia seguinte, Gala fez o almoço e Dali deliciou-se com ele, até ao momento em que percebeu que estava a comer um guisado de coelho. Levantou-se da mesa e correu para a casa de banho para vomitar no lavatório o seu animalzinho querido, o fiel companheiro dos seus dias de velhice. Gala, em contrapartida, sentia-se feliz por o seu amado lhe ter penetrado nas entranhas, as ter acariciado lentamente, transformando-se no corpo da sua amante. Não conhecia consumação mais absoluta do amor do que a ingestão do bem-amado. Comparado com esta fusão dos corpos, o acto físico do amor parecia-lhe um prurido irrisório."



- Milan Kundera, A Imortalidade

4.9.10

as árvores inspiram-me por completo.

les vacances de monsieur Hulot

de Jacques Tati. fiquei meia adormecida em alguns momentos, mas as situações criadas à volta e por causa de Hulot são caricatas e hilariantes. o humor "à moda antiga" tem mesmo algo de especial.
penso que sempre te compreendi e apoiei, nem que fosse em silêncio. diria até que me identifiquei com o teu modo de vida. mas os meus sentimentos cegos tiveram a tendência de me fazer esquecer disso mesmo, de não aceitar, de negar. agora sim, agora deixo-te ir verdadeiramente. nunca de dentro de mim, mas de dentro desta caixa fechada que se tornou a esperança e a vontade que ficasses e talvez até o egoísmo que se apoderou de mim. aprendi, quero ir em frente e ser feliz, guardar o que de bom me deste e aproveitar o mau para me tornar mais forte. sê como o vento, sê feliz. e espero voltar a encontrar-te um dia.

3.9.10

é dilacerante. pergunto-me se sentiste as coisas que vivemos, para mim foi tão forte e arrebatador.. parece que nunca consigo encontrar um equilíbrio, entrego-me tão intensamente e depois acabo com a cabeça na parede. será que fui só eu que vivi aquilo tudo? custa-me a aceitar o que se está a passar, acho até que não percebo alguns aspectos disto. é demasiado abrupto, apesar de desde já há algum tempo ser uma possibilidade. as memórias boas destroem-me por completo, só me apetece arrancá-las da minha frente. fui tão feliz em alguns momentos que até dói.. alguns dirão que isto não é gostar, eu simplesmente acho que não estou a conseguir lidar com a situação. preciso de falar contigo, perceber o que sentes. quero usar tudo isto como algo bom, quero crescer. quero ter a minha Paz.

malèna

de Giuseppe Tornatore. os italianos tem um dom! o que mais me prendeu foi o argumento.. é incrível o papel que o rapaz tem na vida dela, sem a própria o saber. uma história forte! e depois a forma como é filmado, a delicadeza como nos é mostrado tudo... gostei muito :]
às vezes é triste quando uma terceira pessoa, lá atrás no tempo, pode estar tão presente e influenciar toda uma conduta, todo um modo de estar na vida.

mean creek

de Jacob Aaron Estes. com tanto relevo por parte de festivais europeus confesso que fiquei com vontade de ver. a primeira metade do filme achei francamente má, apenas consegui ver um bando de adolescentes com a mania e nada parecia acontecer. depois o enredo até desenvolveu, mas ainda assim não me convenceu. falta-lhe consistência. de resto, gostei muito da paisagem e da fotografia!

2.9.10

le temps detruit tout

IЯЯƎVƎЯSIBLƎ

de Gaspar Noé. lembro-me de o ter visto há alguns anos atrás, provavelmente pouco tempo depois de estrear. sei que na altura tive que tirar o som da televisão na cena da violação e fechar os olhos na cena da botija, não gostei muito. desta vez é claro que apreciei tudo de uma outra forma e apesar de ter alguns aspectos chocantes, vai muito além disso. li algumas opiniões que me deixaram desiludida, pois denotam uma falta de sensibilidade cinematográfica sem limites. a câmara é agonizante sim, a forma como é filmado, com constantes movimentos ou então longos planos é mesmo assim, é o grande transporte para a realidade que muitas pessoas não querem aceitar, custa a ver. mesmo o próprio som, funciona ali por forma a criar um efeito muito especial. a narrativa ao revés interessou-me muito, pois a cena a seguir seria a resposta para o que tínhamos questionado anteriormente. eu gostei muito, acho que o filme está muito bem conseguido por isso mesmo. mesmo graficamente, o genérico e o final estão poderosos. depois, em relação à parte sentimental a Belluci e o Cassel trataram de me trazer memórias muito boas e que tanto me custam relembrar; mas é bonito de se ver! resumindo e concluindo, mais um que aconselho. pode-se tornar difícil de ver, mas vale a pena pelo conjunto e para ir mais além.
uma fotografia vale pouco quando se conhece o rosto de cor.