4.8.12

Soneto De Separação/ De repente do riso fez-se o pranto Silencioso e branco como a bruma E das bocas unidas fez-se a espuma E das mãos espalmadas fez-se o espanto/ De repente da calma fez-se o vento Que dos olhos desfez a última chama E da paixão fez-se o pressentimento E do momento imóvel fez-se o drama/ De repente não mais que de repente Fez-se de triste o que se fez amante E de sozinho o que se fez contente/ Fez-se do amigo próximo, distante Fez-se da vida uma aventura errante De repente, não mais que de repente/ Vinicius de Moraes

1 comentário:

Rosario Pinheiro disse...

é mesmo isto