12.8.10

índio

durante estes dias todos pensei muito no dia em que nos reencontrarmos [se esse dia alguma vez acontecer]. achei [ou quis acreditar] que seria simples e bonito, que mal olhássemos um no outro iríamos perceber que sim, que era bom estarmos juntos. pensei várias vezes no "já faltou mais!", quis manter pensamento positivo, em momentos lindos que tivemos, ficar só com eles fixos memória e não colocar possibilidades negativas. mas afinal o que é negativo? não posso ter medo que não voltes, nem que deixes de gostar de mim, é egoísta. nem precisaria de fazer um esforço para compreender a tua missão pessoal. às vezes questiono-a simplesmente por egoísmo, penso eu. mas outras vezes imagino-te feliz, sentindo-te livre [no amplo sentido do termo] sem mim. e também é bom. mas às vezes também dói. são muitas coisas misturadas, torna-se difícil simplificar. mais uma vez achei que já sabia viver, simplificando o suficiente para não me preocupar e perdendo o medo ao ponto de me lançar em tudo. cheguei a acreditar inocentemente [e ainda que por breves instante] que não tinha limites. eu quero que voltes, quero muito. mas também penso que poderás voltar ao mesmo se regressares e isso não é bom para ti. estou dividida entre muitas coisas e não deveria duvidar. ainda não sou forte o suficiente. mas vou gravar-te, voltes ou não. vais ficar simbolicamente representado na minha pele, para que só o fogo seja capaz de te destruir. [ilustração por Rosário Pinheiro: http://www.facebook.com/album.php?profile=1&id=637368437#!/album.php?aid=216840&id=637368437]

1 comentário:

Madame disse...

é duplamente bom teres ilustrado o teu texto com um trabalho meu, primeiro porque és tu e eu gosto sempre que gostes ;) e depois porque revejo-me muito no que escreves. e sei perfeitamente o que sentes.

beijo grande*