17.8.09

não tenho memória de alguma vez me ter sentido assim. estava pouca gente na praia e ninguém no mar. uma manhã ligeiramente desagradável. tu, mar cinza com tons esverdeados, convidaste-me a fazer amor. assim, entrei lentamente, para depois mergulhar sem hesitar. cada mergulho, uma purificação de alma, um bailado russo. suspensa no teu abraço de gelar ossos, rodei sobre o meu corpo vezes sem conta: a perfeita simbiose, grito de liberdade. flutuei, respirando lenta e profundamente, os braços a deslizar como o Für Elise. da profundidade, chegavam-me aos ouvidos as areias revoltas. revoltas em sinfonia, como os meus pensamentos. areias revoltas de um tempo sem tempos.



la mer . mon coeur . chanson d'amour

2 comentários:

inês chaplin disse...

que bonito texto :)

Raquel Granja disse...

Adorei. Está mesmo bonito *