18.4.10
15.4.10
cape fear
de Martin Scorsese. deixou-me em sobressalto quase do início ao fim, muito por culpa da banda sonora, (mais uma vez) uma grande obra de Bernard Hermann. houve muitos aspectos no filme que me remeteram para filmes do Hitchcock, visto que o filme é de 91' e é filmado/montado de uma forma muito diferente da realidade da indústria cinematográfica naquela época. talvez tenha sido por isso que gostei tanto. só achei que o filme tinha algumas (pequenas) lacunas na montagem, por vezes dificultando a compreensão de uma ou outra cena; no entanto, quanto a mim, a montagem é também um dos pontos fortes deste trabalho, na medida em que consegue criar impacto e suspense. compreendo que algumas pessoas achem este filme menor, tendo em conta a carreira de um realizador como o Martin Scorsese. apesar disso, não vou muito por aí, penso que há que tentar analisar de forma mais individual. Robert De Niro deixou-me em êxtase mais uma vez, como já vem sendo um hábito.
14.4.10
13.4.10
11.4.10
wassup rockers
de Larry Clark. fraquinho! gostei do tema e do facto de se perceber que aqueles miúdos são amadores, deu ao filme um teor mais "realista". no entanto, esperava bem mais a nível de intensidade, parece-me um filme algo ingénuo. no entanto já me foi dito que o Clark tem trabalhos melhores e já há algum tempo que tenho curiosidade de ver, nomeadamente o Kids e o Ken Park.
i'm not there
de Todd Haynes. além de gostar muito de Bob Dylan, este filme foi para mim uma descoberta muito interessante. isto porque me pareceu fugir ao óbvio em inúmeros aspectos, além de envolver um grande trabalho de pesquisa. para mim, todos aqueles eus foram extremamente especiais. não tinha muitas opiniões acerca do filme, o que por um lado foi bom...deixou-me apreciar mesmo à minha maneira. gostei da desconstrução narrativa e dos muitos pormenores a tombar para o surreal: no fundo entrei num mundo à parte, um mundo de uma pessoa singular e intemporal.
9.4.10
goodfellas
de Martin Scorsese. não há volta a dar, gosto mesmo de filmes de máfia. e se for italiana, ainda melhor. isto porque há ali um cuidado com "códigos de honra" e uma simpatia fora do comum que me fascinam particularmente. dão também elevada importância à família. além disso, estou cada vez mais fã do Scorsese e a investir em filmes dele, pelo que este foi mais uma confirmação do seu trabalho de grande qualidade. este filme deixou-me colada ao ecrã do primeiro ao último minuto e despertou em mim uma grande diversidade de sentimentos. um clássico!
8.4.10
7.4.10
Jardim Botânico | Porto
american beauty
de Sam Mendes. este é mais um "daqueles clássicos" que ainda não tinha visto. gostei bastante do enredo e da complexidade das personagens, além do filme ter tido a capacidade de me surpreender no seu decorrer. penso que foram abordadas questões pertinentes, daquelas que temos tendência a esquecer, apesar da sua elevada importância. vi também situações que não julgava possíveis de acontecer, mas demasiado reais para serem negadas. em suma, foi para mim um filme de descoberta... e de beleza :)
6.4.10
delicatessen
de Marc Caro e Jean-Pierre Jeunet. que filme incrível! a nível fotográfico achei-o de sonho, ainda que envolva uma visão futurista e macabra do mundo. tem um humor negro delicioso e situações especiais que só os franceses parecem ter capacidade de inventar. há sempre os pormenores de requinte que me deixam fascinada. enfim, gostei bastante e diverti-me mesmo muito...este é um daqueles que vos aconselho a ver :)!
the girlfriend experience
de Steven Soderbergh. estava a pesquisar sobre a Sasha Grey e não fazia ideia que ela entrava neste filme. tinha-o em casa e resolvi ver. gostei da abordagem, há ali uma espécie de desconstrução narrativa (tanto a nível de imagem como som) que me agradou. senti que tinha também um certo foro documental, nem que seja pela câmara instável em algumas situações, bem como a forma como o som foi captado. tornou-o mais "real". fotograficamente é belo e cativante, o que vai um pouco de encontro à conjectura geral do filme. não é um filme que encha a alma e o olhar (é uma das coisas que privilegio), mas tem aspectos interessantes.
4.4.10
scarface
de Brian DePalma. o que vi foi um filme registado de forma comum, sem grande novidade. acho que estava à espera de mais nesse aspecto. a história também não é propriamente incrível, mas tem carisma. a história e o protagonista. isto porque o Al Pacino arrebata-me sempre, seja em que papel for. ainda assim, o filme é um clássico americano e de facto toda aquela acção deixa o espectador entusiasmado. retrata também o estilo de vida de uma fatia da sociedade nos anos 80. "Say hello to my little friend" e "The World Is Yours" foram para mim as frases mais marcantes do filme. vale a pena!
3.4.10
É difícil estar sozinho, é difícil ter todo o tempo do mundo.
Ainda só passaram 35min, faltando sensivelmente (e na melhor das hipóteses) 2h25. O café abriu às 6h30, o senhor diz que abrem todos os dias a esta hora, excepto no dia de Natal, no qual abrem às 8h. Peço um croissant e uma meia-de-leite, como e bebo de forma estranhamente lenta. As pessoas começam a entrar e a pedir o pequeno-almoço. Surpreendo-me, pela hora que é. Irão todas estas pessoas trabalhar? Faz-me sempre uma certa confusão imaginar as pessoas irem trabalhar, à mesma hora que chego de uma madrugada de farra. Aliás, o meu pai entrou no trabalho há 31min, enquanto eu devaneio por aqui. Ele trabalha, eu gasto dinheiro e tempo (e o papel e a caneta do senhor do café). Só estou triste por não ter trazido a máquina fotográfica, iria registar aqui e ali. Assim sim, sei que o tempo correria veloz e útil. Enquanto escrevo dá-me ganas de ir para casa, pelo cansaço, mas há uma teimosia (que parece ser eterna) aqui dentro. Quero vê-lo. Dizia que é difícil ser/estar sozinho. No entanto, reflicto se não será a melhor forma de compreensão do mundo que me é exterior. A minha única companhia é o Hendrix, com os seus solos vertiginosos. A cidade está a acordar, bem devagarinho. É bom, quase aconchegante. Coisas (quase) novas para mim.
Ainda só passaram 35min, faltando sensivelmente (e na melhor das hipóteses) 2h25. O café abriu às 6h30, o senhor diz que abrem todos os dias a esta hora, excepto no dia de Natal, no qual abrem às 8h. Peço um croissant e uma meia-de-leite, como e bebo de forma estranhamente lenta. As pessoas começam a entrar e a pedir o pequeno-almoço. Surpreendo-me, pela hora que é. Irão todas estas pessoas trabalhar? Faz-me sempre uma certa confusão imaginar as pessoas irem trabalhar, à mesma hora que chego de uma madrugada de farra. Aliás, o meu pai entrou no trabalho há 31min, enquanto eu devaneio por aqui. Ele trabalha, eu gasto dinheiro e tempo (e o papel e a caneta do senhor do café). Só estou triste por não ter trazido a máquina fotográfica, iria registar aqui e ali. Assim sim, sei que o tempo correria veloz e útil. Enquanto escrevo dá-me ganas de ir para casa, pelo cansaço, mas há uma teimosia (que parece ser eterna) aqui dentro. Quero vê-lo. Dizia que é difícil ser/estar sozinho. No entanto, reflicto se não será a melhor forma de compreensão do mundo que me é exterior. A minha única companhia é o Hendrix, com os seus solos vertiginosos. A cidade está a acordar, bem devagarinho. É bom, quase aconchegante. Coisas (quase) novas para mim.
2.4.10
the big lebowski
1.4.10
Um velho índio estava a falar com o seu neto e contava-lhe:
- "Sinto-me como se tivesse dois lobos lutando no meu coração. Um é um lobo irritado, violento e vingativo. O outro está cheio de amor e compaixão."
O neto perguntou:
- "Avô, diga-me, qual dos dois ganhará a luta no seu coração?"
O avô respondeu:
- "Aquele que eu alimente."
- "Sinto-me como se tivesse dois lobos lutando no meu coração. Um é um lobo irritado, violento e vingativo. O outro está cheio de amor e compaixão."
O neto perguntou:
- "Avô, diga-me, qual dos dois ganhará a luta no seu coração?"
O avô respondeu:
- "Aquele que eu alimente."
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